Poetisa Leidiana S. Silva

Poetisa Leidiana S. Silva
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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

UM DRAMA SERTANEJO

A tal da seca do Sertão
Eu vou falar para você
A coisa lá tá é muito feia
Faltando água pra beber

Lá no Norte, no Sertão
Não tá boa a situação
Pois a seca é tão grande
Que está rachado o chão

Lá não cresce um feijão
Só mesmo o mandacaru
E por sorte a mandioca
Da farinha e do beiju

Seca lá dura três anos
Quatro, cinto e até seis
Isso tudo é verdade
Do que falo pra vocês

Outra coisa que acontece
Vou dizer o quê que é...
Pobre torra milho e arroz
Para fazer seu café

Mas não é por gosto não
É por falta de opção
Pois o café tá tão caro
Quanto o gás do botijão

Por isso que no Sertão
É de lenha o fogão
E se usa mais graveto
Por a lenha tá em extinção

Sabe aquele velho ditado
Tomo banho quando chover
Lá ninguém fala mais isso
Pois tem medo de feder

A chuva os tem castigado
Deixando o povo de lado
Tá faltado até água
Pra matar a sede do gado

Imagina para o banho
E outras necessidades
Por isso o Sertanejos
Muda para outras Cidades

Essa é a realidade
De muita gente sofrida
Que até mesmo hoje em dia
Está faltando a comida

Falta a água, falta o pão
Falta o leite e o feijão
Falta uma vida digna
Para um povo no Sertão

Que todo dia olha pro céu
Desejando chuva cair
E até mesmo desejando
Um lugar para fugir

Fugir do sofrimento
Daquela calamidade
Desejando um milagre
Uma chuva de passagem

Ver uma nuvem lá de longe
E fala está chovendo ali
Se bem que aquela chuvinha
Podia chover um pouco aqui

Pois o que nunca falta lá
É a fé no coração...
E a esperança que um dia
Caia neve no Sertão

Que o frio estacione lá
Mande embora o calorão
E em vez de rachadura
Nasça algo naquele chão

Que nasça grama, capim
Ou mesmo mato rasteirão
Dispensando o nascimento
Da tal urtiga e cansação

Todo povo sertanejo
É um pouco sonhador
Esforçados de pequeno
Povo humilde e sofredor.

sábado, 2 de setembro de 2017

O CICLO DAS ÁRVORES

Cai no chão uma semente
E logo vem a brotar
Surgindo uma mudinha
Que numa árvore vai virar

Então os anos passam
E as árvores crescem
Os troncos sobem
E os galhos descem

Nascem às flores
Depois cai flor por flor
E ai de repente
A árvore frutificou

Crescem as frutas
E logo elas amadurecem...
Então os frutos caem
E as árvores de novo florescem

E não para por aí...
Tem a mudança de estação
Onde às folhas todas caem
E começar a renovação

E na velhice da árvore
Vem o tronco a engrossar
E a sua cor verdinha
Logo começa a marronzar

E de repente...
O tronco fica cinzento
Uma coisa mágica
Tipo coisa de momento

Pois hoje está verde
E vai marronzando
E daí sem vida
A árvore vai secando...

Coisa da natureza
Real... não invento!
Coisas da vida;
E não de momento!

É o ciclo das árvores!
Da natural... natureza...
Com todo o seu mistério
E também a sua beleza.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

VAI... QUE EU VOU

Vai.. vai... vai...
Vai que eu vou também
Vai... que vai... que vai...
Vem, que vem, que vem

Vai... que vai e vem
Vai... não fica não!
A pé ou de charrete
De carro ou de avião

Vai... vai de Jaguar
Ou vá de Limusine
Aprenda o caminho
E ao voltar ensine...

Ao encontro do sucesso
Vá ao encontro da vitória
Nunca olhe para trás
Para trás nunca se olha

Olhe sempre para frente
Olhe e caminhe também
Busque sua felicidade
Vá a procura do seu bem

Quando achar seu bem estar
Quando estiver bem instalado
Ver se não vai se esquecer
De quem esteve do seu lado

Vai... vai... vai...
Vai... que eu vou também
Ao encontro de um renovo
De algo que te faça bem...

Vai... vai... vai...
Vai que eu também vou...
Ao encontro da alegria
Ao encontro do amor

Vai... vai... vai...
Vai... ali e vai... acolá
Todo mundo está indo
Eu é que não vou ficar.

A EU NORDESTINA

Uma típica onça pintada
É o que é comparada
Mulher bruta que nem brita
Mulher de fibra, arretada...

Mulher brava, e valente
Bem pior que um leão
Com ela ninguém pode
Pois com ela é sim ou não

Mulher pequena no tamanho
Mas grande em atitude
Honestidade com certeza
É à sua maior virtude

Além de ser bem esforçada
Ela também é inteligente
Fé em Deus e em si mesma
É o que a torna persistente

Mulher típica Brasileira
Com seus cabelos cacheado
Aquele típico afrozinho
Castanho, meio caramelado

Com os olhos cor de mel
Num castanho esverdeado
Que nem é verde nem castanho
Olho de um tipo encantado

Discretamente linda
Com seu jeito intrigante
Corpinho de menina
Em uma mulher elegante

Baixinha birrenta
Para muitos encrenqueira
Que discute pra caramba
Só que não é barraqueira

Até a chamam de barraqueira
Só que isso não é verdade
Os que pensam e falam isso
É que são o poço da falsidade

Ela fala quando tem razão
E se ela ver que errou
Logo conserta o seu erro
Corrigindo o que falou

Está sempre antenada
E apesar de esquecida
Está procurando sempre
Melhorias em sua vida

Mulher que ama a natureza
Plantas, árvores e às flores
Mas as rosas e orquídeas
É os seus maiores amores

Essa é uma Nordestina
Nascida lá... no Sertão
Baiana de nascença
Mas Paulista de coração

E que de verso em verso
Aqui conta a sua história
E apesar de tanta... luta
...Acredita em sua vitória.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

UM ATORMENTADO DILEMA

Sente-se uma forte... dor
Doer no fundo do coração
Dor amarga e constante
Uma grande perturbação

Aquela completa tortura
Que ninguém suporta
E a tal dor do fracasso
A trágica dor da derrota

Planos desfeitos
Depois de traçados
Planos desfeitos
Jamais alcançados

O passe do impasse
Um desastre declarado
É você ter que deixar
O que tanto quer de lado

Um aspecto de aflito
A alma e o seu grito
As idéias em atrito
E a mente em conflito

Um total desengano
Uma completa frustração
Grande desapontamento
E na mente uma confusão

O lema do dilema
Um dilema radical
Que a mente deixa a mil
Onde nada é legal

A alma tanto chora
Quanto a alma grita
A pessoa se deprime
Ou mesmo se irrrita

O desespero o peito toma
E com braveza se enfrenta
E por mais forte que seja
A pessoa não aguenta

Que dilema sofredor
Que desastre mental
Que tristeza profunda
Um tormento fatal

O peito muito dói
Com o coração a acelerar
A pessoa como louca
Logo começa a gritar

Busca por uma solução
A solução aonde estar
E a pessoa fica tonta
Tonta de tanto procurar

Em meio a essa confusão
A pessoa cai e não cai
Completamente tonta
Sem saber nem aonde vai

A dúvida a mente toma
E a pessoa entra em aflição
Vendo a hora e o instante
De enfartar seu coração

Nesta hora o que fazer
Não tem quem te socorrer
E se olha para os lados
Não tem a quem recorrer

Sozinho, abandonado
Completamente isolado
Sentindo-se num abismo
Ou até mesmo atolado

Só não se pode desistir
Tem que continuar
Acreditar que uma hora
Esse quadro vai mudar

A má sorte vai acabar
A tristeza terá um fim
E você, alegremente...
Dirá, a dor saiu de mim

Esse é o fim deste dilema
É o fim de todo tormento
Enfim essa, é a reta final
De todo... esse sofrimento.