Poetisa Leidiana S. Silva

Poetisa Leidiana S. Silva
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segunda-feira, 17 de abril de 2017

A MAGIA DE VIVER

Na vida nada é para sempre
Tudo o que começa termina
Quando dura é pura sorte
E se não durar é sua sina

Assim as coisas são
E assim sempre vão ser
Encarar de cabeça erguida
Só depende de você

A vida é cheia de surpresa
De altos e baixos ela é feita
E apesar de complicada
No fundo a vida é perfeita

A vida não é infinita
E sim, ela é limitada
Perde quem passa a vida
Parado e sem fazer nada

Viver a vida é preciso
Viver a cada um momento
Viver a vida ao profundo
Viver cada sentimento

A vida é algo inexplicável
Chega até ser surreal
O mistério da existência
Algo sobrenatural

A vida é realmente linda
E cabe à nós "a" bem viver
Pois quem bem não vive a vida
Resulta em se arrepender

Parece ser bem complicado
Mas não é, repare bem
Se você sorrir pra vida
Ela sorrir para ti também

Uma caixinha de surpresa
Algo mais que inesperado
Assim é o que a vida nos reserva
Por isso achamos complicado

A vida é uma aventura
Num total desconhecido
Um enigma indecifrável
Que tem de ser resolvido

Uma aventura bem real
Todos nascemos para viver
É o que nos tá reservado
Querendo ou mesmo sem querer

Do destino ninguém foge
Nem tem como se esconder
O que a vida te reservar
Assim é que terá quer ser

Cabe a cada um de nós
Seguir a risca nossa história
Fazer de cada um fracasso
Motivo para uma vitória

Nunca desistir da vida
Jamais cansar-se de viver
Aproveitar cada segundo
Que a vida te conceder

Na vida nada é para sempre
A não ser o mundo que vivemos
E os feitos que deixamos
As coisas boas que fazemos

Nossa vida, nossa história
Ela só não será contada
Se passarmos a vida toda
Ser criar nem fazer nada

Mas se quiser ser lembrado
Quando não mais existir
Tem que muito se esforçar
E na vida progredir

Da vida não se leva nada
Não adianta nem tentar
Mas saiba que seu legado
Você pode deixar

Daí então por todo sempre
Quem o seu legado ver
Pode ter total certeza
Que sua história vai conhecer

De ti vai relembrar
Mesmo sem ter te conhecido
E você, vai... ser criticado
Ou simplesmente admirado

Tudo só vai depender
Do seu modo de viver
Então vai decidindo
O que deseja ser

Na vida nada é ao certo
O mais certo de se dizer
É que a única certeza da vida
É que um dia irá morrer

Então viva seu viver
Viva sem lamento
Viva a cada dia
Viva o momento

Viva essa magia
Que é a magia de viver
Viva a intensamente
E não irá se arrepender.

sábado, 15 de abril de 2017

A ESSÊNCIA DE SER MULHER

Do que me adianta:
Falar bem, de maneira natural
Me vestir elegantemente bem
Mas viver muito mal?

Essa é a dura realidade
De muita, mas muita mulher
Que vive em média e alta classe
Mas que feliz nunca foi, nem eh

Dinheiro não compra felicidade
Muito menos alegria
Dinheiro não compra amor
Nem uma boa companhia

Felicidade passageira
Alegria casual
Amor por uma ou duas noite
E companhia eventual

Isso não é vida
Isso não é viver
Quem vive essa realidade
Já é ou será deprê

Mulher quer ser feliz de verdade
Quer ser alegre frequentemente
Quer ser amada dia e noite
Quer companhia permanente

Mulher sonha com amor
Mulher quer é ser amada
Mulher gosta de dinheiro
Mas quer gastar acompanhada

Quer o seu homem do seu lado
E quer por ele ser mimada
Mulher trata o homem bem
Mas quer por ele ser cuidada

A mulher se faz de forte
Briga ou vai relevando
Mas de um jeito ou de outro
Ela acaba se cansando

Lá no fundo uma mulher
Não gosta de se embriagar
O que ela gosta é de carinho
E o principal de conversar

Um vinhozinho bem gelado
Acompanhado de um bom jantar
Ganhar flores, chocolates...
E elogios... melhor não há!

Uma mulher é beleza
Mas ela não é perfeição
Pois engorda e emagrece
E se estressa sem razão

A mulher como o homem
Uma hora envelhece
E aí alguns defeitos
Com a idade aparece

Principalmente mal humor
A tal falta de paciência
E o homem fala "Mulher chata"
Desse jeito quem que aguenta

Querido trate de aguentar
Pois o tempo já passou
Retribua com tolerância
Pois ela bem te tolerou

Não aprendeu a amar
Com todo amor que recebeu?
A ficha ainda não caiu?
Pois é... vocês envelheceu!

Não és mais aquele homem
Que esbanjava seu vigor
Mas a mulher que tens do lado
Nunca que te abandonou

Ela tem os seus defeitos
E convive com os teus
Por causa do valor que a deste
Que isso tudo aconteceu

Parabéns a quem casou
Deu valor e recebeu
Juntinhos curtiu a vida
E juntinhos envelheceu

Esse é o real desejo
De toda e qualquer mulher
Uma vida bem amada
E confortável é o que ela quer

Isso é muito importante
E também é essencial
Mulher não quer só dinheiro
Nem romance casual

Mulher também quer ser amada
Quer casar e filhos ter
Quer um homem do seu lado
E com ele envelhecer

Mulher não quer ser paquerada
Nem os homens aos seus pés
Mulher quer um grande amor
Alguém feito pra você

Um homem gentil
Um homem educando
Um homem trabalhador
E por ela dedicado

Um homem família
Um romântico apaixonado
Que a ame loucamente
E queria ser seu namorado

Um namoro eterno
Um romance sem fim
Até que a morte os separe
Os dois juntos bem velhim

Mulher não é solúvel
Ela não é sem noção
Tudo o que a mulher
É movida a emoção

Mas sempre com a razão
Fixamente ao seu lado
Mulher quer se casar
Com seu eterno namorado

Mulher é cabeça
E também é estrutura
Pode até ser sexo frágil
Mas também ela é segura

Saber o que fala
E saber o que quer
Saber o que sente
Isso é ser mulher

Ser mulher é uma dádiva
Ser mulher é uma essência
Ser mulher é uma mistura
De beleza com decência

A essência de ser mulher
Já vem desde a geração
Por isso Deus a fez
Com beleza e perfeição

Um ser determinado
Que sabe o que quer
O próprio mistério da vida
Em uma simples mulher.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

VIDA DIFÍCIL

Minha infância foi sofrida
Tive uma vida judiada
De tudo já fiz um pouco
Pois sempre fui esforçada

Já colhi muito café
E já coei café na lata
Já carpi muito capim
E já plantei até batata

Cavei cova pra mandioca
Assim também como ralei
E para fazer a farinha
Mandioca eu prensei

Com a goma da mandioca
Fiz farinha e beiju
Já comi carne de onça
E também carne de tatu

Eu já comi jacaré
Também já comi jia
Já pesquei tarde da noite
Para pode comer de dia

Quando eu era pequena
Me recordo com alegria
Por não ter uma piscina
Mergulhava em bacia

Todo mundo andava a pé
E não via dificuldade
Devagar nós ia andando
E atravessava a cidade

Andar descalço era normal
Aliás era mania
E não pegava tais doenças
Que se pega hoje em dia

Já andei muito descalço
Por não ter o que calçar
E remendei muito chinelo
Para descalço não ficar

Remendava com arame
Isso era quando achava
Quando não tinha arame
Um preguinho eu fixava

Andava tanto de pé no chão
Que era até engraçado
Quando calçava um sapato
O pé ficava machucado

A famosa conga
Era o sapato popular
Pois tanto homem ou mulher
Uma conga poderia usar

A comida era simples
E também muito pesada
Tipo se comesse hoje
Ficaria empapuçada

Comia em cuia e bacia
A colher era a mão
E o rango mais popular
Era farinha com feijão

Uma coisa engraçada
Era a nossa mistura
Geralmente carne de boi
Daquela cheia de gordura

Todo mundo bem cedinho
Já estava acordado
O fogão era a lenha
E o banho era gelado

O café era às seis
O almoço meio dia
Janta às dezoito horas
E logo mais todos dormia

Sem pia na cozinha
Lavava louça no quintal
Dentro de balde ou bacia
Em cima de um girau

Nessa vida passei fome
Já dormir no realento
Até mesmo desejei
Me mudar para um convento

Pois sem ter onde dormir
E até mesmo o que comer
Tentei tirar a minha vida
Para deixar de viver

No meu tempo de criança
A vida não me favoreceu
Então sou aquele tipo
Que toda vida só sofreu

Lembra que a ninha cama
Parece até brincadeira
Quando eu deitava nela
Só sentia a madeira

Cama forrada de papelão
Com um colchão artesanal
Com enchimento improvisado
Uma humilhação total

Com uma seria alergia
Eu vivia a me coçar
Pois as folhas do colchão
Fazia minha pele irritar

Sem falar de vários espirros
E de muita falta de ar
Eu sentia continuamente
A minha saúde fragilizar

Mas era uma realidade
Que eu tinha que viver
Afinal não era só eu
Que vivia a padecer

A maioria das pessoas
Em situação ruim
Também fazia o colchão
E enchia igual a mim

Colchão artesanal
Com enchimento de capim
E outras folhas secas
Ou pano velho: Enfim!

Quem tinha bananeira
Se dava era muito bem
Pois com folhas de banana
Dava para encher também

Hoje não é muito diferente
Morei dez anos numa favela
E enfiam consegui uma casa
Uma casinha bem singela

A não ser a casa própria
Nada mais em mim mudou
Pois o sonho da mobília
Ainda não concretizou

Não tenho ainda uma bela cama
Muito menos um belo colchão
E mesmo assim dou graça ao céu
Pois pelo menos não durmo no chão

Porcaria de sofrimento
Insiste em ficar do meu lado
Mesmo estando no presente
Meu sofrimento é do passado

Pois nunca acabou
Nunca, nunca teve um fim
Se alguém souber onde tem sorte
Por favor avise-me

Pois minha vida foi sofrida
E aliás ainda é...
Nunca tive muita sorte
Só que não perdi a fé

Penso em "quem sabe um dia"
A minha vida possa mudar
E enfim a sorte me encontre
Me fazendo prosperar

Só que... até lá...
A minha vida vou levando
Às vezes meio que sorrindo
E às vezes só chorando

Continuo padecendo
Mas fazer o que?
O que você tem que passar;
Ninguém passa por você!

Pelo menos atualmente
Não tenho mais que carpir
Não passo fome como antes
E também tenho onde dormir

Isso já é um bom começo
Sei que a vida vai melhorar
O que tenho que fazer
Não tem jeito; "é só esperar!"

Mas acredito em mudança
Acredito no destino
Tão certo como o brilhinho
No olho de um menino

Ainda resta esperança
É só acreditar...
E como eu já disse antes
O que resta é esperar

Minha infância foi difícil
Mas meu coração me diz
Que sofria para caramba
Mas no fundo era feliz

Pois nessa atualidade
As coisas só se complicou
Pois os que já era podre
Pra piorar se endividou

Pois o que ganha atualmente
Com a tal da inflação
Gasta tudo com impostos
E não lhe sobra um tostão

Sem alimento adequado
A saúde vai estragando
E depois que adoece
As coisa só vai piorando

Pois depois que adoece
Não pode ao menos trabalhar
E para ficar ainda mais pior
Não consegue encostar

E se ainda for de idade
Isso é um fato que entristece
Pois estando velho e doente
Ainda mais ele padece

Por isso trinta anos atrás
Era sim bom de viver
Só não enxerga quem não quer
Pois isso até cego ver.

sábado, 8 de abril de 2017

MEU JEITO DE SER

Sou humanamente gente
Uma pessoa como outra qualquer
Mais... especificamente
Sou humanamente mulher!

Gente... na real é o que sou
Uma pessoa imperfeita
Às vezes mal humorada
E do tipo reservada

Tudo me incomoda
A minha mente agita
A verdade é que:
Tudo, mais... tudo me irrita

Como sou reservada
Não mexo com ninguém
Então pra mexer comigo
Pense muito bem

Eu sou bem na minha
Vivo a me isolar
Então pense bem
Antes de me incomodar

Gosta da plena paz
E estou sempre a praticar
O bem ao próximo
No que posso ajudar

Se eu poder ajudar ajudo
Se não! Atrapalhar, não vou
E a quem não gosta de mim
Se me esquecer é um favor!

Gosto mais de ajudar
Do que de ser ajudada
Pois de quem eu ajudo
Nunca que espero nada

Apesar de reservada
E do meu famoso mal humor
Quando alguém de mim precisa
Disposta a ajudar estou

Do mesmo jeito, se alguém
Vier a mim, só incomodar!
Para tirar a minha paz
Grande encrenca vai achar

Sou boa para quem merece
E assim sempre vou ser
E para ter a minha ajuda
É só nunca me desfazer

Ninguém é obrigado
A gostar de ninguém
O importante é respeitar
Para respeitado ser também

Esse é o meu estilo
O meu simples jeito de ser
"Se na real sou boa ou não"
Dependerá só de você

Se retribui o que recebe
Com desprezo ou amizade
"Pois o lema é trate o próximo"
Com respeito e igualdade

Então tratar muito bem
Todos os que te tratar
É o melhor a fazer
Para depois não se queixar

Mas se bem não te tratar
Não se preocupe não
Despreze igualmente
Sem fazer confusão

Esqueça que existe
Jogar indireta jamais
Simplesmente abandone
E ver se não volta atrás

Geralmente as pessoas
Só costumam a dar valor
Na hora da precisão
Depois esquece, acabou!

Pro isso sou o que sou
Procuro esses tipos evitar
É uma boa maneira
Deu não me magoar

Amo muito o meu jeito
Mudar! Não vou jamais
Estou de bem com o mundo
E comigo estou em paz

Se quiser siga esse lema
E se afaste de gentalha
Pois muito te ajuda
Quem nunca te atrapalha.

quinta-feira, 23 de março de 2017

O FIM DO NOSSO AMOR

Depois de tanto amor
Fiquei chata para você
Começou me ignorar
Até fingia não me ver

Quando acontecia
Ficar perto de mim
Não queria papo
Não queria interagir

Mesmo estando com você
Eu vivia na solidão
O tempo foi passando
E, só piorou a situação

Fiquei de soco cheio
De viver ignorada
Ne sentia traída
Desfeita e humilhada

Desculpei-te várias vezes
E cansei de desculpar
Então tomei a decisão
De nunca mais te perdoar

Cansei de dá amor
E não ter nem atenção
Então quis pôr um fim
Em toda aquela humilhação

Cansada de sofrer
E cansada de chorar
Então eu decidir
É hora de mudar

E daí eu resolvi
Pôr um fim na nossa história
E o meu primeiro passo
É lógico foi de eu ir embora

Então eu te deixei
Depois de tanto avisar
Você não me ouviu
Não quis acreditar

Fechei meu coração
Tranquei o nosso amor
Fiz mais o enterrei
Suas chances acabou

Tranquei o nosso caso
Deixei o arquivado
Definitivamente...
Em casos encerrados

Não adianta se arrepender
É tarde para mudar
Saí da sua vida
Sem planos de voltar

Então siga o seu caminho
Que o meu já estou seguindo
E nem eu sei qual será
O meu próximo destino

Não precisa perder seu tempo
Voltar atrás e me procurar
Pois agora é muito tarde
Não vai mais me encontrar

Fui embora da sua vida
Nunca mais irá me ver
Deletei a nossa história
Eu não quero mais você

Estoure um champanhe
E pode comemorar
O fim do nosso amor
Acabou de conquistar.